Ciclovia Tim Maia – Da Beleza aos Riscos

Os erros infantis que poderiam ser evitados.

Oi Valéria, bem não sou engenheiro mas me qualifico em falar com propriedade a respeito disso pois eu mesmo canso de acertar visões erradas de engenharia, vide Transolimpica onde defini que não poderia ser talude em um trecho e sim os muros de concreto em encaixe exatamente para evitar a pressão sobre as fundações dos imóveis como também forçar o lençol freático em direção as mesmas. O problema que encontramos muitas vezes nisso é exatamente pelo fato profissional. Qual engenheiro vai dar o braço a torcer a um visionista que não o é?
Muitas vezes a experiência fala mais alto que as péssimas formações profissionais em nosso país. Grande parte dos profissionais formados não tem capacidade de executar com perfeição um estudo mais elaborado, fora isso há a intervenção da vaidade política que quer a obra pronta para por a placa com seu nome.
Obra não pode ser feita na correria política.
No caso da ciclovia e também da reforma do elevado do Joá dei minha visão mesmo que não tenham sido acatadas como na transolimpica, a ciclovia já caiu, basta agora esperarmos a catástrofe maior que será o elevado se fechar como um sanduíche.
O problema da ciclovia não necessariamente é estrutural e sim de técnica de apoio.
Primeiro que deveria ser feito não como pista fechada e sim como pista trelada como se uma trempe de metal como as do respiros do metrô no centro da cidade só que de resina que é leve e não sofre corrosão. Segundo que não aprenderam na escola que para suportar um soco que vem por baixo existe algo chamado grampo de fixação exatamente para evitar caso recebesse tal soco não seja lançado para cima.
Meu deus, até em obras comuns o pedreiro quando faz uma passarela entre dois moirões/ ou perna de três, ele estica duas tábuas uma sobre a outra para evitar que elas se verguem com o peso e quebrem como também as prega nas pernas de três para evitar que fiquem soltas.
A Linha Amarela sofre do mesmo problema e por esse motivo bastou uma caçamba de caminhão levantada para a tragédia anunciada. Se estivesse ancorada ( grampo de fixação) teria arrancado a caçamba, tremido um pouco a estrutura, mas jamais ter sido lançada ao chão.
As vezes me dá vontade de entrar nas Faculdades para palestrar, mas é só vontade.
A treliça que te falo seria mais ou menos assim só que de resina, pois assim quando a água batesse por baixo iria fluir sem muita resistência.
http://static.wixstatic.com/media/4bafff_5c509da228ebff8c2a97124f169ee952.png_256

E o que comentei da Transolimpica foi nesse trecho que consegui intervir e salvar mais de 10 imóveis que seriam postos a baixo. Aqui você vê o talude e depois a construção do muro de arrimo/contenção em encaixe. O problema é que se gastou dinheiro só nesse trecho duas vezes pois tiveram que desconstruir o arrimo para fazer a sapata do muro e fora outras desconstruções que vem sendo feitas por eros absurdos de cálculos ou de falta de técnica no uso do teodolito.
https://www.flickr.com/photos/120795574@N04/albums/72157669366852385

Diary de uma Cadeirante Cinefila

ciclovia-tim-maia_da-beleza-aos-riscos_01Quando vejo uma obra arquitetônica não resistir a uma força da natureza de imediato penso no Japão. Mais precisamente na engenharia dos prédios de lá por terem sempre que lidar com a possibilidade de terremotos… Onde por sua vez quando um projeto recebe uma marca tipo “balança, mas não cai” é muito mais do que uma figura de retórica durante uma aula de engenharia… É focando na estrutura da construção e no enfrentamento das forças da natureza que me peguei a pensar no que ocorreu com a Ciclovia Tim Maia, do Rio de Janeiro: no porque o trecho em questão desabou… E sem focar nos demais fatos com o desabamento…

Mesmo não sendo o Havaí, por exemplo, onde as grandes ondas são habituais… Uma ciclovia por sobre um costão em mar aberto, mesmo sendo no Brasil, há de se contar com essa possibilidade de que em…

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Sobre KAMBAMI

Uma metamorfose humana do conhecer e aprender. Simples porém exigente. Bem sobre o autor desse blog, me parece ser um cara legal, gosta de conversar, dar pitacos aqui e acolá. Procuro ser o mais sincero que a vida me permite, adoro amizades, sou tímido acreditem também uma metamorfose ambulante como diria Raul. Adoro cozinhar, mas na escrita sou mesmo comilão, como acento, concordância verbal, minha gramática de fato anda bem mal, mas sou um cara legal. Tenho muito gosto em escrever o que me vem à mente ou o que me chega aos ouvidos e visão, sou um observador nato desde minha aparição. Aqui é um palco de teatro não se engane há muito de quem escreve e muito de fantasia, mas não há bilheteria, então sinta-se a vontade, puxe sua cadeira e sente, estou quase sempre presente, me enrolo muitas vezes nessa de seguir quem me segue, me perco nesse mundo danado de internet. Não sou esnobe, sou pessoa bem simples, gosto da natureza, da boa mesa, do bom papo, não tenho hora, não uso relógio para controlar meu tempo, a muito me deixei ser levado ao vento, ora furioso que me derruba e machuca, ora bondoso que me embala em doçura. Chamo-me Cláudio El-Jabel, também podem me chamar de Kambami ou Kael, adoro distribuir carinho sem intenção outra que não seja da amizade ser bela, ser amiga, ser sincera, entendo que nossa vida é algo muito rápido e nem sempre dá tempo de nos conhecermos melhor, mas essa é minha apresentação, muito prazer, eu não esqueço vocês, já os tenho em meu coração, sejam bem vindo então.
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4 respostas para Ciclovia Tim Maia – Da Beleza aos Riscos

  1. [colando aqui o retorno por lá 🙂

    Vi os taludes… Que pelo jeito nem onerariam o orçamento.

    A Ponte Rio Niterói tem trechos que “balançam” frente a grandes ventanias… E tem resistido por todos esses anos!

    Nossa! Tomara que alguém te ouça sobre a reforma do elevado do Joá! Para evitar uma outra tragédia!

    Ainda bem que te ouviram para esse trecho da Transolímpica!

    Não teria no site do CREA, ou no da Assembléia, ou mesmo na Câmara um acesso para que você seja ouvido? Ou até direto nas páginas de alguns deles…

    Na rua onde morei, lá em Magé, tinha um quintal onde um trecho do muro sempre desabava quando tinha temporal. A força das águas seguia um curso antigo de um riacho (É que tinham desviado conforme fizeram casa…) que passava nele… Por fim, acho que o dono do terreno entendeu que a natureza tinha mais força… Ele chumbou ferros em um semi círculo nesses trechos (Em ambos os lados.) E pronto! Não viu mais desabamentos por lá!

    Curtido por 1 pessoa

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