A loucura!

Uma realidade pouco entendida e pouco comentada.

“Quando ‘cê vem vê a gente?”
Se soubesse, sentindo a morrinha do quarto, diria:
“Talvez daqui uns dias,
quem sabe nunca mais depois de uns dias”,
pensava com dificuldade.
Parecia pensamento temporão.
Deixaria a consternação tomar conta
e, sentindo ainda a morrinha do quarto,
ali ficaria pra sempre, coçando a virilha,
sem receios pelos seus oitenta anos,
quem sabe!?

“Não sei, mãe! Depende do meu emprego.”
Emendou as coisas rasgadas na mente,
grosso, rude por dentro, sentindo-se um porco.
Virando-se bruscamente
tirou a toalha molhada da porta,
e num gesto de emborco
com nada mais no copo,
jogou-a no lixo, no saco preto de orco,
“pro inferno, eta morrinha do inferno,”
“eta morrinha do inferno”, repetia!

“Ah, tá bom, vem logo! Pro natal, se der.”
Agora, caminhava pela sala
também ali, “que danação!”, dizia.
O cheiro queria grudar em seu corpo,
a catinga dos sapatos em frente ao sofá,
era…

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Sobre KAMBAMI

Uma metamorfose humana do conhecer e aprender. Simples porém exigente. Bem sobre o autor desse blog, me parece ser um cara legal, gosta de conversar, dar pitacos aqui e acolá. Procuro ser o mais sincero que a vida me permite, adoro amizades, sou tímido acreditem também uma metamorfose ambulante como diria Raul. Adoro cozinhar, mas na escrita sou mesmo comilão, como acento, concordância verbal, minha gramática de fato anda bem mal, mas sou um cara legal. Tenho muito gosto em escrever o que me vem à mente ou o que me chega aos ouvidos e visão, sou um observador nato desde minha aparição. Aqui é um palco de teatro não se engane há muito de quem escreve e muito de fantasia, mas não há bilheteria, então sinta-se a vontade, puxe sua cadeira e sente, estou quase sempre presente, me enrolo muitas vezes nessa de seguir quem me segue, me perco nesse mundo danado de internet. Não sou esnobe, sou pessoa bem simples, gosto da natureza, da boa mesa, do bom papo, não tenho hora, não uso relógio para controlar meu tempo, a muito me deixei ser levado ao vento, ora furioso que me derruba e machuca, ora bondoso que me embala em doçura. Chamo-me Cláudio El-Jabel, também podem me chamar de Kambami ou Kael, adoro distribuir carinho sem intenção outra que não seja da amizade ser bela, ser amiga, ser sincera, entendo que nossa vida é algo muito rápido e nem sempre dá tempo de nos conhecermos melhor, mas essa é minha apresentação, muito prazer, eu não esqueço vocês, já os tenho em meu coração, sejam bem vindo então.
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