RELIGIÃO E INTELIGÊNCIA

RELIGIÃO E INTELIGÊNCIA

por Cláudio El-Jabel

 

O que é a inteligência senão um ato composto de observar, muitas vezes experimentar e inteligir com os resultados.

Não necessariamente pela capacidade de conhecimento, de pensar em algo, pois muitas vezes o pensamento não concretiza ou chega a lugar algum, dando voltas e até pela própria articulação da pessoa vir usar de artifícios para não determinar razões acertadas.

A inteligência é algo interior e independe de ensino, ou a se tem ou não, se pode ser desenvolvida? Acredito que sim mas diferente da inteligência nata ela vai dar sinais não instantâneos e sim ao longo do tempo e com exaustivo esforço, talvez não uma inteligência em si e sim uma capacidade de decorar ou de agilizar a busca do que aprendeu mais rápido.

Inteligência é atrelada e dependente ao sentimento e principalmente a imaginação, muitas vezes atreladas a vontade do ato intelectivo ou mesmo intuitivo.

Ser inteligente é dispor e estar pactuado com a procura da verdade ou ao que mais dela venha a se aproximar e para tanto não existem meios apontados e sim variações e oportunidades que devem ser analisadas, percebidas e aceitas de imediato por uma ação intuitiva.

Argumenta-se que a inteligência busca a verdade a qualquer preço. Penso eu diferente pois entendo que ser inteligente é antes de tudo saber dos fatos, separar cada fase, procurar motivos de embasamentos, verificar verdades mesmo que estas sejam as verdades passageiras para uma determinada fase ou tempo.

A verdade em si não perdura por muito tempo, pois ela é relativa, atemporal e embasada no meio em que vivemos envolvendo a cultura, regras sociais, religiosidade e costumes tradicionais dentre outros.

O que pode ser coerente para mim pode não sê-lo a você.

A minha verdade pode não ir ao encontro da sua.

Vivemos já com a informação inserida de sermos seres inteligentes, capacitados para discernir sobre aspectos muitas vezes diferenciados. Sim, de certa forma não discordo apenas acredito que se substitui muito mais uma inverdade por outra ou uma verdade por outra, afinal a verdade no mais puro entendimento é tudo aquilo a que se faz crer.

Confundir inteligência com ensinamentos é algo em meu entender errôneo. Pois ser ou estar em inteligência é ser e estar antenado com todos os ambientes a sua volta.

Percepção e introspecção são ferramentas parecidas mas bem diferenciadas. A percepção está voltada ao externo ao que se analisa, observa, sente, toca, vê e disso extrair bases de analises, já a introspecção é a capacidade (espelho) de se alto analisar, sem tabus, sem regras, conhecendo seus reais limites, necessidades, falhas, ausências e após isto corrigir para então fazer valer a inteligência como agente formador.

Em muitos ditos populares, costuma-se afirmar que, “só podemos dar aquilo que somos” e eu vou mais além usando uma frase em latim que diz, “Quode natura date, nemo negare potere” (O que a natureza nos dá, não podemos negar”).

A dificuldade humana diria eu está em ao mesmo tempo adaptar-se aos iguais e tentar pelo controlar o ímpeto ou doutrina-lo ao ponto de não permitir que haja “reptilidade” deixando que o complexo de “R” faça parte das decisões.

Entra ai o que muitos religiosos condenam para manter seus fiéis como “vacas de presépio” o ato de julgo, afirmando que não devemos julgar pois vai contra aos ensinamentos de Deus, quando a bem da verdade o julgo é a ferramenta principal de analise para determinar se algo me serve ou não, se me beneficia ou não, se me acresce de mais conhecimento ou não, em suma se me faz bem ou interfere positivamente ou negativamente em minha vida.

Há dentro de cada um de nós a dúvida, alguns lutam para decifrá-las, outros porém confortam-se dentro de uma religião e se anulam seguindo a manada.

Por esse motivo uso meu slogam dizendo “Religião pode ser tudo igual, porém a que eu pratico, na que creio, não usamos a palavra de Deus para manter rebanhos e sim direcioná-los a seus pastos”. (Cláudio El-Jabel).

 

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Sobre KAMBAMI

Uma metamorfose humana do conhecer e aprender. Simples porém exigente. Bem sobre o autor desse blog, me parece ser um cara legal, gosta de conversar, dar pitacos aqui e acolá. Procuro ser o mais sincero que a vida me permite, adoro amizades, sou tímido acreditem também uma metamorfose ambulante como diria Raul. Adoro cozinhar, mas na escrita sou mesmo comilão, como acento, concordância verbal, minha gramática de fato anda bem mal, mas sou um cara legal. Tenho muito gosto em escrever o que me vem à mente ou o que me chega aos ouvidos e visão, sou um observador nato desde minha aparição. Aqui é um palco de teatro não se engane há muito de quem escreve e muito de fantasia, mas não há bilheteria, então sinta-se a vontade, puxe sua cadeira e sente, estou quase sempre presente, me enrolo muitas vezes nessa de seguir quem me segue, me perco nesse mundo danado de internet. Não sou esnobe, sou pessoa bem simples, gosto da natureza, da boa mesa, do bom papo, não tenho hora, não uso relógio para controlar meu tempo, a muito me deixei ser levado ao vento, ora furioso que me derruba e machuca, ora bondoso que me embala em doçura. Chamo-me Cláudio El-Jabel, também podem me chamar de Kambami ou Kael, adoro distribuir carinho sem intenção outra que não seja da amizade ser bela, ser amiga, ser sincera, entendo que nossa vida é algo muito rápido e nem sempre dá tempo de nos conhecermos melhor, mas essa é minha apresentação, muito prazer, eu não esqueço vocês, já os tenho em meu coração, sejam bem vindo então.
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