TECENDO A TEIA

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TECENDO A TEIA

por Cláudio El-Jabel

 

Trago aqui uma adaptação de leitura que me instigou na procura de situações iguais em diversas culturas que davam o mesmo sentido na estrutura principal, “a teia da vida”.

 

Expondo o conceito:

 

Os cientistas céticos, apesar de toda a proeza e grandiosidade de seu trabalho na busca da origem das coisas, cometem um grande pecado. Um pecado já descrito na história da mitologia grega, cometido por Aracne, uma jovem tecelã que vivia na Lídia.

Aracne ganhou fama de ser a melhor na arte de fiar e tecer a lã. Mas eram os deuses, com sua generosidade, que concediam às criaturas seus talentos e habilidades.

O ser humano, com sua capacidade de se esquecer das coisas, às vezes comete a tolice de gabar-se de seus próprios feitos.

Aracne cometeu o mesmo pecado, e por sua vaidade passou a vangloriar-se de seus feitos, esquecendo-se de que na realidade, a sua habilidade era disponibilizada por Atena, a deusa da sabedoria.

Aracne foi tão vaidosa que desafiou a própria deusa para uma disputa.

A jovem tecelã foi tão perfeita durante a disputa que a deusa não encontrando uma falha sequer, ficou irritada e rasgou a obra de Aracne e a feriu. A moça ficou tão triste que tentou o suicídio enforcando-se, mas a deusa apiedou-se da mesma e salvou-a transformando a corda que Aracne usava em uma teia, mas por seu pecado foi transformada em uma aranha, e assim a beleza de sua arte não deixaria de ser realizada eternamente. (Por essa lenda é que usamos o termo “araquinídios”, para aranha).

 

Uma lenda africana também conta um caso interessante que no mundo antigo não haviam histórias e por isso viver aqui era muito triste.

Um homem chamado Ananse, conhecido por saber fazer belas teias, descobriu que no céu o Deus todo poderoso do universo guardava uma caixinha cheia de histórias.

Teceu uma teia até o céu e subiu por ela, pedindo a caixinha para que pudesse contar as histórias para a humanidade.

O Deus fez um desafio a Ananse para que pudesse lhe dar a caixa.

Desafio cumprido, Ananse trouxe a caixinha para a terra, através de suas teias, mas ao chegar à terra, ao abrir a caixa, as histórias fugiram e se espalharam pelo mundo.

Assim como na lenda africana e na mitologia grega, outras histórias de aranhas são conhecidas, como no Oeste hindu, onde era conhecida como heroína e em outros diversos mitos, onde aparece como criadora do mundo em uma delas inclusive, uma aranha teceu uma teia para esconder Jesus de seus inimigos.

Resposta ao enigma:

William Shakespeare tentou dizer ao mundo a resposta sobre este assunto, com sua célebre frase: “Há mais mistérios entre o céu e a terra que imagina a vã Filosofia”.

Para exemplificar mais humanamente a frase do grande poeta, vamos citar uma novidade na área da ciência, as células-tronco.

As células-tronco são células indiferentes, mas que produzem células-filhas diferenciadas, produzindo formas diferentes de si própria, sem que a ciência soubesse o porquê.

O segredo destas células é que elas conhecem a sua própria origem e a origem do mundo. Assim funcionam como as cordas de uma teia, e deixam-se tecer por aranhas tão microscópicas que os cientistas, mesmo com os melhores aparelhos não podem ver.

Estas microscópicas aranhas são descendentes de Aracne, que tece a teia da vida, através do conhecimento transmitido a elas pela Deusa Atena, a Deidade da sabedoria.

A única relação já descoberta pelos cientistas desta relação mitologia-ciência, é que as células tronco, ao receberem cuidados de elementos externos nelas próprias, transformam-se em diferentes tecidos.

Para chegar mais perto deste conhecimento, imagine uma pequena aranha, tecendo todos as coisas do universo, dando-lhes diversas formas possíveis, as mais belas que a natureza pode criar, inclusive os caminhos que levarão você ao seu destino. Esta é a verdadeira Filosofia.

 

QUEM É DEUS?

 

No princípio só haviam trevas. O infinito universo era escuro e frio, assim como a noite.

E assim como na noite algo surge do nada todos os dias, durante a eternidade do universo aconteceu a mesma coisa, a escuridão infinita orvalhou, surgindo daí a primeira matéria existente, a água.

Como uma chuva infinita em tamanho e duração, surgiram então os primeiros movimentos do universo, provocando a lei definida por Pitágoras: “Tudo que se move produz um som”.

 

 

Os sons iniciais do universo eram básicos, como nossas notas musicais e nossas vogais. Iguais aos que ouvimos normalmente durante as chuvas do dia a dia em todas as regiões de nosso planeta, principalmente durante a época de ventanias.

Não só a ventania dos primórdios do universo produziam o som, mas os choques entre as imensas gotas da infinita chuva do orvalho inicial também o produziam, formando as primeiras consoantes do universo, e daí surgiram as primeiras sílabas, os primeiros sustenidos, bemóis e etc… .

Ao contrário do que pensam os pobres seres humanos, que conhecem apenas o mundo material, o mundo além da matéria, totalmente desconhecido por estes, também evolui, muito mais rapidamente do que qualquer homem, mulher ou outro animal possa imaginar.

 

Nos primórdios do tempo então, o som inicial produzido pelo universo, além das vogais, consoantes, sílabas e notas musicais, transformaram-se em sua evolução, nas palavras, comprovando o que está nas Escrituras Sagradas cristã: “Antes só existia o Verbo”.

Continuando sua eterna evolução, o Verbo inicial transformou-se no primeiro pensamento existente, presente em todo o universo, imaginando tudo o que poderia criar com a matéria existente. E assim começou a história do Conhecimento, comprovando a Teoria de Sócrates, segundo os diálogos de Platão: “O Conhecimento já existe, só precisamos pari-lo”.

 

Resposta ao Enigma:

 

Deus é todo o conhecimento do universo, que com o som de suas palavras, e a música que isso representa, mesmo que nenhum ser humano possa ouvi-la diretamente, criou como um arquiteto todas as coisas na sua ordem, e como um maestro rege todo o seu movimento e harmonia.

Os seres humanos, são uma parte infinitesimal da criação de Deus, que lhes deu a graça de um pouco de seu conhecimento através do pensamento recebido por estes, que provém do universo onde todo o conhecimento e as ideias estão contidas, e mesmo que estes não existissem assim mesmo, no mundo além da matéria, o conhecimento e as ideias existiriam, por isso a frase de Descartes: “Penso, logo existo”.

Os seres humanos possuem a liberdade de aqui na terra buscarem a sua própria evolução. E sem ter o conhecimento sobre a verdade divina, pensam serem os criadores de seu próprio destino, desde o início, e por ignorância, confundem sua precária existência com a origem real de todas as coisas, confundindo a origem do universo perfeito e sua criação inicial, com o acerto científico de Charles Darwin em sua Teoria da Evolução. (The Origin of Species and Descent of Man)

 

 

Deus então não está na matéria, é o conhecimento, o pensamento e as ideias reunidas em todo o universo. Tudo o que pensamos ele pensa, tudo o que sabemos, ele sabe. Por não ser matéria, ele não pode ser um simples ser humano, mas através do movimento do que não é matéria, ele pode nos tocar, assim como o vento toca as montanhas e produz o som e o eco, e por isso é música, a música que ecoa no universo, e que muitas vezes ouvimos através das vozes de cantores, pássaros, cachoeira, ondas do mar, conchas, insetos, tempestades, orações e etc… .

Por esse motivo o número 7 é tão importante em todas as religiões, só que grande parte de seus praticantes não tem o conhecimento ou não entendem porquê.

O número 7 nada mais é que a referência que tivemos as 7 notas musicais, DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ E SÍ. São os únicos sons da natureza, são a verdadeira palavra ou verbo de Deus. Só que sabemos que existe a partir destes, uma infinidade de variações de tom, podem ser sustenidos, bemóis, etc…, variam também em sua tonalidade e extensão sonora, mas todos tem sua origem na base das 7 notas musicais.

Deus é simples como o universo nós e que complicamos o mesmo. Os povos mais antigos da terra, já sabiam disso, por isso na cultura africana Bantu há o relato de que “A África é uma grande teia, e ao tocar em uma de suas pontas irá se sentir na outra extremidade”.

O entendimento sobre o existir para eles era tamanho que usavam como palavras de cumprimento como por exemplo SAWABONA que tem o significado de (eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim) e recebia como reposta a palavra SHIKOBA, que tem como significado o entendimento do cumprimento (então eu existo para você), assim também como outra palavra, UMBUNTU que significa (eu sou, por que nós somos) valorizando a sociedade, a união e a importância do relacionamento entre seres.

Partindo disso, a faculdade concebida por ele, “O Criador”, a não interferência em atitudes de desenvolvimento que instituiu não só ao homem como a tudo criado em nosso universo, ou seja, nada é imóvel, tudo funciona como um grande relógio.

E também nos leva através dos sonhos, ao seu mundo, infinito, de onde muitas vezes surgiram as grandes ideias que mudaram a vida da humanidade. E como um grande maestro, que escuta atentamente a sua orquestra, ele nos escuta, através de nossas orações, pensamentos e ações. E sem ser matéria ele não pode ser um simples ser humano, mas pode nos moldar a qualquer tempo, conforme a sua vontade. Não é material mas pode estar entre toda a matéria do universo, confirmando as Escrituras Sagradas mais uma vez: “Ele está no meio de nós”.

 

Devemos ter um entendimento de que se tudo que conhecemos é obra de Deus, logo tudo que criamos também é sua obra, na realidade por mais que pensemos que somos donos de nosso destino, não somos, tudo já é esperado pelo Criador. Logo se hoje manipulamos nossas células na intenção de criar seres, sem a concepção conhecida como natural, nada mais é do que a palavra desse mesmo Deus dizendo: “Faça assim, dê continuidade a evolução”, que aliás é o primórdio da humanidade a “Evolução”, sem ela, qual o sentido desse mesmo Deus, ter destacado esse tipo de criatura, “Homo Sapiens”, com o poder de raciocínio?

 

Texto adaptado por Kambami, baseado na obra, “A Origem Divina de Todas as Coisas”, de William Fiel.

Ps – Deixo claro que em nenhum momento quis agredir a religiosidade ou desmerecer a mesma, apenas fiz uma interpretação relacionada na parte científica da matéria.

 

Aproveito a ocasião e deixo um texto da sabedoria Oriental para reflexão, ao qual descreve o “Objetivo de se Viver”.

 

Um dos maiores obstáculos para cumprir nossa lenda pessoal é o medo de realizarmos o sonho pelo qual lutamos toda vida.

A possibilidade de conseguir o que desejamos faz com que a alma do homem comum se encha de culpa. Ele olha a sua volta, vê que muitos não conseguiram, então se vale disso e acha que não merece.

Ele acaba esquecendo de tudo que conquistou e superou para chegar onde chegou.

Conhecemos muita gente que ao terem a sua lenda pessoal ao alcance da mão, faz uma série de bobagens e termina sem chegar ao objetivo quando faltava somente um pequeno passo.

Este é o maior dos obstáculos, porque tem uma certa aura de santidade:” Renunciar a conquista e a alegria”.

Mas se o homem entende que é ele digno daquilo que sempre lutou, então se transformara consequentemente num instrutor e um instrumento de Deus.

(Sabedoria Oriental)

 

Ire o

Kambami

 

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Sobre KAMBAMI

Uma metamorfose humana do conhecer e aprender. Simples porém exigente. Bem sobre o autor desse blog, me parece ser um cara legal, gosta de conversar, dar pitacos aqui e acolá. Procuro ser o mais sincero que a vida me permite, adoro amizades, sou tímido acreditem também uma metamorfose ambulante como diria Raul. Adoro cozinhar, mas na escrita sou mesmo comilão, como acento, concordância verbal, minha gramática de fato anda bem mal, mas sou um cara legal. Tenho muito gosto em escrever o que me vem à mente ou o que me chega aos ouvidos e visão, sou um observador nato desde minha aparição. Aqui é um palco de teatro não se engane há muito de quem escreve e muito de fantasia, mas não há bilheteria, então sinta-se a vontade, puxe sua cadeira e sente, estou quase sempre presente, me enrolo muitas vezes nessa de seguir quem me segue, me perco nesse mundo danado de internet. Não sou esnobe, sou pessoa bem simples, gosto da natureza, da boa mesa, do bom papo, não tenho hora, não uso relógio para controlar meu tempo, a muito me deixei ser levado ao vento, ora furioso que me derruba e machuca, ora bondoso que me embala em doçura. Chamo-me Cláudio El-Jabel, também podem me chamar de Kambami ou Kael, adoro distribuir carinho sem intenção outra que não seja da amizade ser bela, ser amiga, ser sincera, entendo que nossa vida é algo muito rápido e nem sempre dá tempo de nos conhecermos melhor, mas essa é minha apresentação, muito prazer, eu não esqueço vocês, já os tenho em meu coração, sejam bem vindo então.
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